segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Um motorista de ônibus é multado a cada 3 min

Só no primeiro semestre foram 90,2 mil autuações em São Paulo. Descumprimento de horários e viagens não realizadas lideram ranking

Atrasos e descumprimento do número de partidas lideram o ranking de infrações / Leticia Moreira/ FolhapressAtrasos e descumprimento do número de partidas lideram o ranking de infraçõesLeticia Moreira/ Folhapress

Todos os dias, a cada três minutos, em média, um motorista de ônibus é multado na capital. Segundo balanço da SPTrans (São Paulo Transportes), foram 90.201 multas no primeiro semestre deste ano.

Atrasos e descumprimento do número de partidas lideram o ranking de infrações do órgão, mantendo a mesma posição do levantamento realizado no primeiro semestre de 2011.

O balanço da SPTrans revela que as duas infrações juntas somam 27,1 mil multas entre janeiro e junho. Isso significa que, a cada dia, cerca de 150 viagens registraram atrasos ou deixaram de ser cumpridas.

No mesmo período de 2011, foram 30,3 mil multas. As autuações por dirigir falando ao celular deram um salto de 32% entre 2011 e 2012, passando de 3,8 mil multas para 5 mil entre os dois períodos. A infração ocupa o segundo lugar no ranking.

A fiscalização sobre os veículos é feita por agentes da SPTrans. As autuações são repassadas às empresas do setor, que, na maioria dos casos, cobram esse valor dos motoristas. No entanto, não há acúmulo de pontos na CNH do condutor, já que são multas administrativas.

Embora fique fora do balanço oficial, é expressivo o número de passageiros que reclamam de motoristas que não atendem ao sinal de parada nos pontos e nos corredores. “Na Paulista e nas ruas do centro é comum você dar o sinal e o motorista não parar. O passageiro não é respeitado e tem que lutar para seguir uma viagem”, diz Iran de Jesus Giusti, 23 anos, morador de Pirituba.

Na avaliação do sindicato dos motoristas de ônibus, o trânsito é o responsável pelos atrasos e também impede a oferta de um serviço de qualidade à população. “Não conseguimos desenvolver uma velocidade média acima de 20 km/h no horário de pico. É impossível cumprir qualquer horário”, diz Nailton Francisco, diretor da entidade.

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