sábado, 27 de dezembro de 2014

Especialistas identificam fraude para dispensar o uso do ARLA 32

São colocados chips de potência nos motores e líquido obrigatório que reduz a poluição é dispensado.

O descompasso entre as vendas de óleo diesel para ônibus e caminhões e do ARLA 32 – Agente Redutor Líquido Automotivo registrado desde abril de 2013 fez com que especialistas e a Pretrobras descobrissem que é maior do que se imagina o número de fraudes em motores para dispensar o uso do produto.
Tanto é que no Rio de Janeiro foi realizado um seminário para discutir o problema e propor alternativas para solucioná-lo. A principal fraude consiste na utilização de um chip que adultera o motor.
O ARLA 32, feito com 32,5% de uréia industrial, é obrigatório nos ônibus e caminhões fabricados a partir de 2012 que já seguem a sétima fase do Proconve – Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores com base nas normas internacionais de restrição às emissões de poluentes – Euro V.
O agente líquido fica num tanque separado do tanque de diesel e é injetado eletronicamente no sistema de escape do ônibus e caminhões com a tecnologia SCR – sigla em inglês para redução catalítica seletiva.
Em contato com os gases de escape, o ARLA 32 consegue transformar Óxido de Nitrogênio NOx, substância cancerígena, em Nitrogênio puro, que é inofensivo à saúde .
Os ônibus e caminhões que seguem os padrões Euro V emitem até 63% menos Óxidos de Nitrogênio e 80% menos de materiais particulados.
No entanto, tem se tornado uma prática no mercado de transportes a instalação de emuladores, uma espécie chip de potência nos motores.
Os modelos de 2012 em diante perdem desempenho sem o ARLA. O chip compensaria esta perda.
No entanto, os especialistas advertem que a economia inicial não comprando o ARLA pode resultar em prejuízo com danos aos motores. Além disso, todos os ganhos ambientais com as novas normas são anulados. Para se ter uma ideia, um ônibus ou um caminhão com o chip, sem usar o ARLA, polui como cinco veículos juntos do mesmo modelo. Ou então, é como se o ônibus ou caminhão fosse antigo, com os mesmos níveis de poluição de 20 anos atrás.
Participaram do seminário advogados, técnicos, engenheiros e representantes do Centro de Pesquisas da Petrobrás, do Departamento de Poluição da PUC – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América Latina – Affevas.
Os especialistas apontaram duas soluções em conjunto para o problema: a criação de uma cultura para que os frotistas não tornem esta prática corriqueira, mostrando a importância da preservação ambiental e os riscos à vida útil do motor, e a regulamentação de instrumentos para fiscalização e punição para quem adultera os ônibus e caminhões, deixando estes veículos mais poluentes.

Fonte: Blog Ônibus Brasil
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