terça-feira, 20 de novembro de 2012

Funcionários da Tamandaré paralisam por atraso de pagamento

Com ônibus na garagem, população fica de mãos atadas em dia chuvoso
Com ônibus na garagem, população fica de mãos atadas em dia chuvoso
Fotos: Carlos Grevi/ Isaías Fernandes
Entre as reivindicações de funcionários da Viação Tamandaré e possíveis respostas que a empresa tem a oferecer, a população é quem paga e fica de mãos atadas pelas ruas de Campos. Desde manhã desta terça-feira (20/11), os ônibus não saíram da garagem, já que funcionários resolveram antecipar a paralisação que estava prevista para acontecer nesta quarta-feira (21/11).

Segundo o presidente do Sindicato, Roberto Virgílio Duarte, atualmente são cerca de 180 funcionários atuando na empresa que atende a quase 30% das linhas urbanas. Esta é a segunda paralisação em um mês, em que funcionários alegam atraso no pagamento referente ao mês de outubro.
O assunto foi discutido na última sexta-feira (16/11) em Assembleia no Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Carga e Passageiros de Campos, em que foi feita a convocação em edital para que o movimento se enquadre dentro da lei e a população soubesse da paralisação, porém segundo o presidente, o mesmo não foi respeitado pelos funcionários.
“Estava fora de Campos e fui pego de surpresa com essa paralisação, que foi uma iniciativa dos próprios funcionários. Estarei conversando com eles e tentar esclarecer os riscos de se aderir um movimento ilegal. Um dos funcionários já entrou em contato e disse que estará nesta quarta-feira pela manhã no sindicato, para juntos tomarmos as diretrizes cabíveis”, disse Virgílio acrescentando que “Em contato com o diretor da empresa, ele informou que o repasse caiu em conta errada, mas que o reparo estaria previsto para amanhã”, completou.
Em dia de feriado chuvoso, em comemoração ao Dia da Consciência Negra, os pontos de ônibus estavam cheios, principalmente os que fazem a linha Centro/Goitacazes. E se o transporte público é uma reclamação constante, com a paralisação da Tamandaré, o tempo de espera foi ainda maior.
A estudante Julia Souza Ribeiro, de 20 anos, ficou surpresa ao saber que os ônibus da empresa não estavam circulando. E após um bom tempo de espera contou com a empresa Jacarandá que faz a linha Centro/Donana.
“Agora está explicado porque estou à uma hora esperando no ponto. É complicado, mas esse problema não é de hoje. É constante essa demora e quando vem, no caminho o ônibus quebra, principalmente em dias de chuva. Na ida para o serviço, ninguém quer saber as condições pelas quais você passa”, questionou. 
As reclamações de Julia são parecidas com as da estudante Luana Sales Monteiro, de 17 anos, que também esperava pelo ônibus Centro/Goitacazes. “Não sabia que os ônibus não estavam circulando hoje. O jeito será pegar van como sempre”, disse.     
Assim como os pontos de ônibus, o ponto das vans estava cheio e a população não se hesitou em esperar na chuva, como a autônoma Silva Rodrigues, de 45 anos, que esperava há 40 minutos pela van com destino ao Parque Guarus. “É sempre assim, ficamos de mãos atadas e sem opção. O jeito é esperar pela decisão deles”, disse Silvia.
Na garagem da Empresa Tamandaré ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto. De fora era possível ver os ônibus estavam estacionados no pátio.



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