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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Grupo Volkswagen une definitivamente MAN e Scania

Para isso, criou a divisão Truck & Bus GmbH, um projeto que vinha sendo estudado desde 2006.
Ônibus Scania e MAN. Grupo Volkswagen cria holding Truck & Bus GmbH e une as duas empresas. No entanto, executivos prometem independência entre as marcas.
Ônibus Scania e MAN. Grupo Volkswagen cria holding Truck & Bus GmbH e une as duas empresas. No entanto, executivos prometem independência entre as marcas.

O Grupo Volkswagen anunciou de forma oficial nesta terça-feira, dia 05 de maio de 2015, a criação da divisão Truck & Bus GmbH, que une definitivamente as operações das marcas MAN e Scania, criando uma holding e uma grande unidade mundial de produção e distribuição de ônibus, caminhões e comerciais leves.
O projeto de criação desta divisão vem desde 2006, quando o Grupo Volkswagen assumiu o controle acionário da Scania e da MAN. Nesta época, já tinha a maior parte das empresas.
A Truck & Bus GmbH será comandada por Andreas Renschler, membro do conselho administrativo do Grupo Volkswagen. A presidência do conselho de supervisão será de Martin Winterkorn, hoje CEO da companhia, que em nota à imprensa diz que o objetivo é se tornar líder mundial na produção de veículos pesados.
“A MAN e a Scania são marcas fortes, bem-sucedidas e com boa reputação em todo o mundo. Queremos nos tornar líderes mundiais em caminhões e ônibus e, com nossa força de trabalho, levar esse negócio ao topo da indústria.”
Já Andreas Renschler diz que é importante reunir as fabricantes para atender com agilidade às mais variadas decisões de mercado.
No entanto, ele destaca que as empresas Scania e MAN continuam sendo independentes e competitivas entre elas, dependendo dos modelos.
A Truck & Bus GmbH vai coordenar as operações e integração entre Scania, MAN Latina America (que fabrica ônibus e caminhões, inclusive com a marca Volskwagen) e MAN Truck & Bus AG.
A Volkswagen, que fabrica comerciais leves, também foi incluída na holding, mas continuará mantendo “laços estreitos” com a divisão de veículos de passeio, segundo nota do grupo.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Volvo e MAN iniciam demissões

Montadoras de ônibus e caminhões fizeram acordo e vão pagar extra para quem aderir ao desligamento.
Ônibus da Volvo. Assim como a MAN e a Mercedes-Benz, empresa está adequando a produção ao ritmo desacelerado da economia brasileira Frota não é renovada como esperado.  Foto: Gabriel Brunhara.
Ônibus da Volvo. Assim como a MAN e a Mercedes-Benz, empresa está adequando a produção ao ritmo desacelerado da economia brasileira Frota não é renovada como esperado. Foto: Gabriel Brunhara.                                                                                                         

O fraco desempenho econômico do País somado a fatores específicos do mercado de caminhões e ônibus provoca impactos maiores no nível de emprego dos metalúrgicos.
De acordo com o mais recente dado da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, entre janeiro e novembro, a queda na produção de caminhões acumula 24,2% e a de chassis de ônibus e miniônibus registra baixa de 15,9% na comparação com semelhante período do ano passado.
A Volvo, com sede em Curitiba, no Paraná, fechou acordo com o sindicato dos metalúrgicos e, nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2014, começou a demitir 206 trabalhadores.
A empresa vai ficar com 3 mil 712 funcionários, um pouco acima do patamar de 2013, que era de 3 mil 656 trabalhadores.
O objetivo é adequar a produção dos ônibus e caminhões à demanda.
Com isso, esta produção passa de 113 caminhões para 80 por dia e de 11 ônibus para 08 diariamente.
Nesta semana, os trabalhadores da Volvo fizeram greve.
Após o ato, foi firmado acordo pelo qual, além dos direitos trabalhistas, cada demitido receberia R$ 15 mil extras.
Já a MAN Latin America – Volkswagen Caminhões e Ônibus, com sede em Resende, no Rio de Janeiro, aprovou com o sindicato dos metalúrgicos nesta quarta-feira acordo de PDV – Programa de Demissão Voluntária que deve atingir 200 trabalhadores.
Quem aderir ao programa vai receber entre 4 mil e R$ 5 mil extras, além dos direitos trabalhistas.
Ainda na MAN, 100 trabalhadores estão em lay off, que é a suspensão do contrato de trabalho, e os 2 mil 900 funcionários aceitaram congelamento dos salários em 2015 e como compensação vão ter abono de R$ 2,5 mil e PRL – Participação nos Lucros e Resultados de R$ 5 mil.
Outra grande produtora de ônibus e caminhões, Mercedes-Benz, com sede em São Bernardo do Campo, em São Paulo, para a linha de produção em dezembro antes do habitual no mês.
Aproximadamente mil e duzentos trabalhadores estão com os contratos suspensos e há um programa de demissão.

Fonte: Blog Ônibus Brasil