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quarta-feira, 29 de maio de 2024

Curitiba vai testar o primeiro biarticulado elétrico Volvo no segundo semestre

O prefeito Rafael Greca conheceu, nesta terça-feira (28/5), o primeiro biarticulado 100% elétrico da Volvo no mundo, produzido na fábrica da montadora sueca na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O ônibus será testado na capital paranaense no início do segundo semestre de 2024.

O teste faz parte do projeto de descarbonização da frota de ônibus da capital e deve ser executado na linha Centenário/Campo Comprido, trajeto do futuro Ligeirão Leste/Oeste, que vai contar com os primeiros biarticulados elétricos da cidade. A ideia também é avaliar o veículo na linha Ligeirão Norte Sul.














O modelo, que será lançado comercialmente pela montadora em agosto, será produzido no complexo industrial da Volvo em Curitiba e poderá ser exportado para diversos países onde há cidades com BRT.

O projeto faz parte do investimento de R$ 1,5 bilhão feito pela Volvo no Brasil, entre os anos de 2022 e 2025.

“Desde o início, o biarticulado Volvo sempre trouxe alta eficiência, transportando mais passageiros com menos emissões. Agora, com veículos 100% elétricos, vamos zerar completamente os gases de efeito estufa”, diz o presidente da Volvo, André Marques.

O biarticulado Volvo pode ser equipado com até oito baterias, com 720 kWh de capacidade total, o que lhe confere autonomia de até 250 quilômetros. O tempo de recarga total varia entre 2h e 4h, dependendo do tipo e potência da estação de carregamento. O modelo tem ar condicionado e é equipado com dois motores elétricos de 200kW cada, totalizando 400kW, o equivalente a 540cv.

Possui caixa de câmbio automatizada de duas velocidades, o que promete melhor capacidade de vencer aclives, muito menos vibração dos componentes e, consequentemente, melhor desempenho e qualidade no transporte para os passageiros.

O motor fica na parte central, entre o primeiro e o segundo eixos. Isso assegura, segundo a Volvo, melhor distribuição de carga por eixo e viabiliza carrocerias com salão completamente livre para os passageiros, já que todos os componentes elétricos e mecânicos fossem instalados abaixo do piso.











sábado, 27 de dezembro de 2014

Volvo e MAN iniciam demissões

Montadoras de ônibus e caminhões fizeram acordo e vão pagar extra para quem aderir ao desligamento.
Ônibus da Volvo. Assim como a MAN e a Mercedes-Benz, empresa está adequando a produção ao ritmo desacelerado da economia brasileira Frota não é renovada como esperado.  Foto: Gabriel Brunhara.
Ônibus da Volvo. Assim como a MAN e a Mercedes-Benz, empresa está adequando a produção ao ritmo desacelerado da economia brasileira Frota não é renovada como esperado. Foto: Gabriel Brunhara.                                                                                                         

O fraco desempenho econômico do País somado a fatores específicos do mercado de caminhões e ônibus provoca impactos maiores no nível de emprego dos metalúrgicos.
De acordo com o mais recente dado da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, entre janeiro e novembro, a queda na produção de caminhões acumula 24,2% e a de chassis de ônibus e miniônibus registra baixa de 15,9% na comparação com semelhante período do ano passado.
A Volvo, com sede em Curitiba, no Paraná, fechou acordo com o sindicato dos metalúrgicos e, nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2014, começou a demitir 206 trabalhadores.
A empresa vai ficar com 3 mil 712 funcionários, um pouco acima do patamar de 2013, que era de 3 mil 656 trabalhadores.
O objetivo é adequar a produção dos ônibus e caminhões à demanda.
Com isso, esta produção passa de 113 caminhões para 80 por dia e de 11 ônibus para 08 diariamente.
Nesta semana, os trabalhadores da Volvo fizeram greve.
Após o ato, foi firmado acordo pelo qual, além dos direitos trabalhistas, cada demitido receberia R$ 15 mil extras.
Já a MAN Latin America – Volkswagen Caminhões e Ônibus, com sede em Resende, no Rio de Janeiro, aprovou com o sindicato dos metalúrgicos nesta quarta-feira acordo de PDV – Programa de Demissão Voluntária que deve atingir 200 trabalhadores.
Quem aderir ao programa vai receber entre 4 mil e R$ 5 mil extras, além dos direitos trabalhistas.
Ainda na MAN, 100 trabalhadores estão em lay off, que é a suspensão do contrato de trabalho, e os 2 mil 900 funcionários aceitaram congelamento dos salários em 2015 e como compensação vão ter abono de R$ 2,5 mil e PRL – Participação nos Lucros e Resultados de R$ 5 mil.
Outra grande produtora de ônibus e caminhões, Mercedes-Benz, com sede em São Bernardo do Campo, em São Paulo, para a linha de produção em dezembro antes do habitual no mês.
Aproximadamente mil e duzentos trabalhadores estão com os contratos suspensos e há um programa de demissão.

Fonte: Blog Ônibus Brasil